POETAS DO BRASIL
Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro
Quem sou eu
poeta, escritor, contista, jornalista, atuando atualmente como produtor cultural
Terça-feira, Junho 09, 2009


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Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
LANÇA PROJETO DAS ANTOLOGIAS OFICIAIS
DO XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA
Dentre todos os projetos desenvolvidos durante o CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA, o que mais vem repercutindo junto à comunidade escolar de Bento Gonçalves é o POESIA NA ESCOLA, que consiste na publicação da Coleção “POESIA DO BRASIL”, antologia que terá neste ano de 2009 publicados os volumes 9 e 10. Também terá continuidade o projeto “POETA, MOSTRA A TUA CARA”, com a publicação do volume 6. No ano passado, foram distribuídos nas escolas 400 exemplares do volume 5 (244 páginas, 78 poetas participantes e 3.500 exemplares de tiragem). No ano de 2008, foram entregues para a Biblioteca Castro Alves distribuir às escolas do município 1.200 exemplares dos volumes 7 (412 páginas, 67 poetas participantes e tiragem de 5.500 exemplares) e 8 (520 páginas, 85 poetas participantes e tiragem de 5.500 exemplares). A previsão dos organizadores do XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA é neste ano distribuir 2.000 exemplares. A exemplo do ocorrido no ano passado, as antologias serão publicadas com antecedência, para que cheguem às escolas no máximo no início do mês de agosto, possibilitando assim que os alunos possam conhecer um pouco do trabalho dos poetas que vão estar no evento em outubro. Os lançamentos das antologias acontecerão nas noites dos dias 6 e 7 de outubro, dentro da programação oficial do evento, que acontecerá de 5 a 10. Interessados em conhecer ou participar do projeto podem solicitar informações com os coordenadores dos volumes:
Ademir Antonio Bacca: adebach@gmail.com
Cláudia Gonçalves: cacaugoncalves@gmail.com
MARKO ANDRADE — Compositor, Cantor,poeta, Produtor Cultural. No ano de 1982, estudou teoria e violão com o maestro Joaquim Fragelli. Dois anos depois, fez o curso de em violão brasileiro pelo Instituto Brasileiro de Música. Em 1996, fez o curso de música para teatro. Neste mesmo ano, fez na UERJ curso e extensão em história da arte, cultura e antropologia coordenada por Darci Ribeiro e Cecília Conde dentro do PEE. Foi Coodenador da Animação Cultural da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou como Coordenador de Difusão Cultural da Superintendência de Projetos Especiais da SEE do RJ.No ano de 1981, ingressou no grupo Panela de Pressão, que reunia músicos, poetas, letristas, atores e teatrólogos. Entre 1982 e 1984, fazendo parte desse grupo, participou da direção do teatro Armando GonzagaOrganizou a “Festa do Interior”, na Lapa, para a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Em 1999, participou do CD “Conexão carioca”, do Selo Peixe Vivo, interpretando “Cidade” (c/ Sérgio Lupper). O disco, produzido por Euclides Amaral e Paulo Renato contou com a apresentação de Ricardo Cravo Albin. Neste mesmo disco, a cantora Ceiça interpretou “Lua comparsa”, (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) e Alexandra Piloto cantou “Noite” (c/ Délson Júnior, Henrique Silva e Sidney Cruz). No ano 2000, Euclides Amaral produziu para o selo Guitarra Brasileira o CD “Conexão carioca 2”,2003Lançou seu cd solo Aldeia urbanas e em 2007 o cd Aldeias Afrotupy e em 2008 desenvolve os projetos Recitando samba e Poesia no poste.
Discografia:
1999: Conexão carioca. Selo Peixe Vivo, CD,
2000: Conexão carioca. Selo Guitarra Brasileira, CD,
2000: Conexão carioca 2. Selo Guitarra Brasileira, CD,
2001: Aldeias urbanas. Selo Guitarra Brasileira, CD,
2002: Conexão carioca 3. (vários). Selo BigVal Produções, CD,
2003: Conexão carioca 3 - Bônus. Selo Peixe Vivo Produções, CD.
2007: Aldeia Afrotupy Selo Guitarra Brasileira e Arrent Mermo,CD
© MARKO ANDRADE
Espalham-se pelo chão
Ingênuos poemas artesanais
Tranças das pernas da moças
Olhos de vagar ruas
Felicidade compartilhada
Cooperativas de gestos meninas
Meninos num só sonho vagar
Estampam-se nos tecidos da gente
Florais em tons berrantes
Argila em mãos de brinquedo
Corpos ateliê de gestos,
E nas tardes toda comunidade.
E quando noite de intenso breu,
Papeis sussurram desenhos poéticos em oração
Carpintando em palavras profundos segredos
DEISI PERIN — Toledana de nascença.Italiana por ascendência.
Humana por herança.
Ecológica por natureza.
Sangue verde-amarelo.
Pensamento nas nuvens
e dificuldade de tirar os pés do chão.
Formada em Letras, Inglês - Português pela UFPR.
Professora.
Membro do Centro de Letras do Paraná.
Participante das Oficinas de Criação Literária.
Integrante do Grupo Pó&teias.
APESAR
© DEISI PERIN
Apesar de o sol
ser a estrela do centro do Sistema Solar,
na fraca faixa de luz
através do céu noturno, habitamos.
Entre estrelas e nebulosas
passeamos os dias na Via Láctea
e preferimos astros artificiais
e luzes frias e solitárias.
Giramos em meio à poeira cósmica
sem atingir o núcleo.
Apenas conhecimentos elípticos
à velocidade do som
nos aproximam das constelações.
E quase sentimos
os hemisférios juntarem-se.
Mas a composição atmosférica
não tem energia suficiente para interagir.
Então emitimos
fracos raios espectrais sem cor, nem calor.
E brilhamos pouco e sozinhos
em nossas próprias estrelas.
EDNILSON DE PAULO — Ednilson de Paulo nascido em Presidente Epitácio, São Paulo, reside atualmente em Corumbá MS. Militar da reserva remunerada da Marinha do Brasil, participou das seguintes antologias: Poetas do Café Volume 2, Coletânea Literária da Casa do Poeta Rio Grandense (2006); Poetas En/Cena Volume 1 e Poesia do Brasil, Volume 5 (2007); Poetas En/Cena Volume 2 e Poeta, mostra a tua cara, volume 5 (2008).Escreve e publica seus poemas no blogger retratosdaalma1.blogspot.com.
O poeta assim se autodefine: “sou um contador de casos, observador atento, um homem buscando uma imagem que possa defini-lo (ainda não a encontrei). Moro em riba das minhas alpargatas e embaixo do meu chapéu. Meus olhos e ouvidos são meus instrumentos de trabalho, sou pretexto do meu texto, não dissimulo a similaridade entre o que escrevo e o que sou, não nego paternidade, sou responsável por minhas crias! Nietzsche já dizia: “torna-te o que tu és”, “O que não me mata me fortalece” meu texto é bala guiada pelo calor do meu movimento... Não tem como fugir.”
Sob o sol de São Paulo
© EDNILSON DE PAULO
Mil tambores rufando
sob o sol barulhento
desta manhã
no coração de São Paulo
os sons se confundem
nos meus silêncios
contrapasso...
descompasso
no ritmo confuso
da existência
a buzina
o carro
o camelô
pensamento
em zig zag
fugindo do trânsito
e o transe não passa...
aí fora o que sabes de mim?
cá dentro o que sei de ti?
em meio à confusão
de gente coisas e ruídos
o dentro e o fora
da esfera feroz
onde circula a vida.
ANA MARI TEDESCHI — Ana Mari Tedeschi nasceu em 1950, em Bento Gonçalves,RS. É descendente de imigrantes Trentino-Friulanos e reside em Porto Alegre desde 1990. Filha de Antonio Francisco e Utilia Romana Di Bernardo Tedeschi, é enfermeira, sanitarista, com seis pós-graduações na área da Saúde Pública, Mental e da Administração (em saúde), no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Itália. É funcionária titular da Secretaria Estadual da Saúde e do Meio Ambiente. Foi professora titular da UCS, 1975/77. Enfermeira-chefe do Posto de Saúde de Bento Gonçalves (1975-88), foi uma das fundadoras da Escola Técnicos de Enfermagem do Hospital Tachini e professora de seis disciplinas por 8 anos. Foi, também, uma das fundadoras do Hospital Regional Psiquiátrico Dr. Walter Galássi, em Bento Gonçalves. É professora de Yoga, em Porto Alegre, desde 1996 e integrante da Universidade Holística Internacional, desde 1991.Na área artística, possui diversas premiações em poesia e música, entre elas o Expoesia/96 (1º lugar) e por três vezes, obteve o 3º lugar no Concurso Mundial de Poesia, na Bélgica. Fez parte das Coletâneas: “Poeta, mostra a tua cara”, “Mercopoema” e “Gente da Casa”. Colaborou com os jornais literários: Garatuja, Jornal das Letras, Artes e Ciências do RS e Jornal Trinta Dias de Cultura, da Secretaria Estadual da Cultura. Obteve o 3º lugar no Concurso Internacional de Poesia e Canção em Portovenere (Itália, 2000), com “Mazzolino” e “L’Incontro” (letra e música) e Menção Honrosa no Festival Internacional Oscar Della Musica-Composição em Anzio (Roma,2001), com “L’Imponderabile” (letra e música).
Atuou, como soprano no coral Bento-Gonçalvense e no Coral do Instituto Cultural de Inglês de Porto Alegre. Declamadora e vocalista do CTG Laço Velho, de Bento Gonçalves. Colaboradora no Programa Radiofônico de Cultura Italiana, Rádio Viva de Bento Gonçalves. Na área musical, possui nove gravações em CD e disco, selecionadas no Festival da Cultura Italiana de Serafina Corrêa (Cantoria Italiana), obtendo por três vezes o 2º lugar. Pertence à Casa do Poeta Rio-Grandense e ao Círculo Italiano, de Bento Gonçalves É de sua autoria a canção (letra e música) Paradiso Delle Valli, em homenagem à sua cidade natal, além dos hinos do Coral Vale dos Vinhedos e do Hospital Tachini
Representou o Brasil no Congresso dos Friulanos no Mundo, em Trieste, Friuli-Itália. Foi a primeira descendente de imigrantes a retornar ao Friuli, após cento e dez anos de imigração Italiana, no RS e a participar do Congresso dos Friulanos no Mundo, em 1985.
Vale
© ANA MARI TEDESCHI
Sol evidencia sombras, solados gastos nas pedras,
necroses na linfa das horas sobre degraus,
convívio com odres, odores maduros a dilatar narinas,
neblinas, granizos nos telhados, goteiras da noite.
Caminhos pontilhados de capitéis, chaminés, sinos,
por perto, toda a extensão do rio de pontes longas
e antigas pedras acomodadas, nuas.
Noites quentes de mosquitos
liberam raposas nos galinheiros, ratos nos porões.
Estrelas limpas adormecem cansaços, mugidos,
dias correm, entortam vértebras, gastam articulações,
deixam escapar o tempo, tal ovelhas mansas, disfarçadas.
Videiras enchem de cachos, exalam, embriagam,
o povo canta com tabuleiros e fornos cheios.
Velhos fogões queimam lenha de angico e nós-de-pinho,
aquecem casas sem grades, de jardins na entrada.
No vale, tudo se pertence
nonos, filhos, retratos, tumbas, berços, semeaduras,
a timidez natural vem junto da persistência,
da insegurança implícita das colheitas não imediatas.
Mulheres amamentam, ordenham, guardam roupas,
potes de geléias
e fornadas de pão em cestas de vimes brancas.
O sol evidencia o vale contínuo, a vida toda.
As noites trazem as manhãs.
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Dando continuidade ao projeto “Poesia na Escola”, o presidente do Proyecto Cultural Sur/Brasil, e também coordenador do CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA, Ademir Antonio Bacca, fez a entrega do primeiro lote de exemplares das antologias POESIA DO BRASIL (volumes 7 e 8), POETA, MOSTRA A TUA CARA (volume 5) e POEMAS À FLOR DA PELE. Juntos, os quatro volumes totalizam 1.472 páginas e reúnem 277 poetas, brasileiros e estrangeiros. O lançamento oficial destas antologias aconteceu em outubro, dentro da programação oficial do evento.
A solenidade de entrega dos livros aconteceu na Biblioteca Pública Castro Alves e na oportunidade foram entregues 500 exemplares. Assim que todos os autores tiverem recebido os exemplares a que tem direito pela sua participação nas antologias, os livros restantes também serão entregues à Biblioteca, que é quem fará a distribuição dos mesmos às escolas do município.
No registro fotográfico em anexo, o momento em que a diretora da Biblioteca Castro Alves, Eunice Pigozzo, recebia os exemplares das antologias do coordenador do CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA.
Em janeiro, o Proyecto Cultural Sur/Brasil abrirá as inscrições para os volumes 9 e 10 da coleção POESIA DO BRASIL e 6 da POETA, MOSTRA A TUA CARA.
RENATO GUSMÃO — Um Paraense que traduz seu trabalho no dia-a-dia com a convivência e o contato direto com as pessoas. Caminha por Belém retratando através do sumo das raízes e das folhas das mangueiras todas as delícias oferecidas por esta cidade, tão poética e amada, quente e gostosa, proporcionando-lhe a sensação suave de cometer poesia, todas os dias, todas as horas.Mantém incansavelmente vários projetos dentro do “Programa Cor da Pátria”, que idealizou em 1993. Compõe seu trabalho juntamente com grandes nomes da música brasileira, promovendo a arte da Amazônia num espírito coletivo e abrangente. Participa das antologias: “XI Antologia Poética Hélio Pinto Ferreira”, da Fundação Cassiano Ricardo de São José dos Campos – SP, com o poema “Sígnos”; “Poesias no Ônibus”, da Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL) com o poema “Estrela Guia”, “Poesia do Brasil” (volume 7) e “Poeta, Mostra a tua cara” (volume 5).
Premiado inúmeras vezes nos festivais de músicas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, da qual é funcionário desde 1981. Premiado no primeiro Festival de Música Brasileira da primeira Bienal de Belém, promovido pela Prefeitura Municipal, em 2000 com a música “Dos Zens”. Premiado no Baile dos Artistas em Belém-Pa, por Merecimento na Literatura 2007
Lançou o livreto “Ensaio, em 1996, o cd “Sumanos”, 1997; o livro de poemas “Palavras no Tempo”, 2002 e o cd “Dos Zens”, 2005 e o livro "Café com Angu" – Crônicas e Outros Poemas , 2007.
Idealizou e produz o Espetáculo Experimental "Poesia na Tua Porta".
Por mim...
Os dias chegam
As horas vão
Minutos correm
Tempo voa
Por mim...
A chuva é fina
A chuva é grossa
É temporal caindo
È aguaceiro
Por mim...
A chuva chega
A chuva passa
Por mim...
O vento sopra
O vento prosa
O vento versa
Por mim...
Arrasta
Devasta
A brisa leve
O vendaval leva
Eternidade
Por mim...
Quinta-feira, Novembro 27, 2008
JACQUELINE BULOS AISENMAN — filha de Richard Calil Bulos e Terezinha Soares Bulos, natural de Laguna (Santa Catarina) e residente desde o ano de 1990 na cidade de Genebra, Suíça.Entre Laguna e Florianópolis colaborou com vários jornais como redatora e revisora. Foi diretora dos Museus Anita Garibaldi e Casa de Anita e também do Departamento de Cultura da cidade de Laguna.
Foi para Genebra trabalhar para a Missão do Brasil junto às Nações Unidas. Ali permaneceu durante treze anos.
Seu primeiro livro de poesias fazia parte de um projeto que criou chamado "Faça o seu próprio livro". Editou "Pedaços de Mim e Coisas Assim" em 1990. Em 1994 reuniu pensamentos e poemas e fez uma pequena tiragem para familiares e amigos próximos de “Muito Mais do Que Solidão”. Depois, silêncio por mais de dez anos. Em 2007 editou “Coracional”, 400 páginas, um velho sonho. Atualmente edita o blog “Certas Linhas Tortas” (http://certaslinhastortass.blogspot.com/ desde 2006) e o site “Coracional” (http://www.coracional.com/) , sobre a cidade de Laguna e toda sua memória, em fotos e textos. Paralelamente escreve novo livro “Sentimentos Confiscados” e contribui com textos e fotografias para outros sites. Como já deu para perceber, sua vida é escrever!
Corte
Vou esvaziar a sala
Jogar os móveis no
olho da rua
Fazer minha mala
e partir
semi-nua.
Antes arrebentarei
a fechadura
da porta da cozinha
e me sentindo rainha
me libertarei
da tua ditadura.
Pulando a janela
Do terraço
Estarei dando um
passo para a eternidade.
Levando o coração
tranqüilo
Voarei livre e longe
Da tua falta
de equidade.
Partida ganha
Partida perdida
Jogada estranha
mas não
dividida
AFONSO ESTEBANEZ STAEL — (A. Estebanez), advogado, poeta, jornalista e escritor fluminense, é verbete na “Enciclopédia de Literatura Brasileira” (vol. 1, pág. 562, 1990), composta pela Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), organizada por Francisco Igrejas e editada pelo Ministério da Educação e Cultura e Fundação de Assistência ao Estudante do Rio de Janeiro, e apontado também como verbete da literatura brasileira no “Dicionário de Poetas Contemporâneos”, organizado por Francisco Igrejas e editado por Oficina Letras & Artes, 2ª Edição, 1991 (págs. 25/26).Nasceu em 30 de outubro de 1943 no ambiente agreste do município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, filho de Manoel Stael e de Francisca Estebanez Stael, descendentes de ancestrais ciganos emigrados para a Espanha e de alemães de origem judaica radicados nas regiões agrícolas da Bélgica, que posteriormente imigraram para o Brasil, entre 1860 e 1930. Ensino secundário no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro (56/62) e superior nas Faculdades de Direito e de Filosofia, Ciências e Letras da UFF em Niterói (65/70). Finalista nos 1º, 2º e 3º Torneios Nacionais da Poesia Falada patrocinado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro (68/69/70). Vencedor do Primeiro Concurso Estadual de Poesia do Advogado Fluminense (87). Exerceu a advocacia desde 68 e ocupou o cargo de Oficial de Justiça Avaliador do TRT da 1ª Região (93), aposentando-se quando lotado na Vara do Trabalho de Cordeiro (99), por cuja instalação lutou como Secretário Geral de Administração daquele município (92), onde se destacou como um dos fundadores da 45ª Subseção da OAB/RJ.
Tem obras publicadas em livros, jornais e revistas. Recentemente, concorrendo com o poema “O Último Dia de Trabalho do Pôr-do-sol no Mar” e com a crônica “Trabalho como Escrevente de Pequenos Príncipes”, o biografado venceu, em julho de 2007, o Primeiro Concurso Interno de Literatura do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT- Rio), nas duas categorias (prosa e verso), com premiação em obras literárias famosas oferecidas pela Academia Brasileira de Letras (ABL).
AMOR DE CORPO INTEIRO
(Poema dedicado a Mary Correia)
Desejo teu amor de corpo inteiro
o amor da lua cheia sobre o mar
de alfazemas no cio campineiro
da sementeira
prenhe do luar...
Navegar é o ofício do barqueiro
dos mares do desejo de te amar
conhecer os segredos do roteiro
por onde o amor
precisa navegar...
Aceito o amor servil do cativeiro
das virgens medievais para adorar
nas alcovas profanas do mosteiro
ao sacro ritual
sobre um altar...
Professo o amor fiel do romanceiro
que em teu ventre me faça cavalgar
tal como um confidente cavaleiro
cavalga estrelas
para te encontrar...
Por teu amor meu anjo mensageiro
vem de um tempo remoto te buscar
e proclamar meu lado companheiro
de te fazer amor
para sonhar...
Quero fazer amor de corpo inteiro
exaurir-me em teus braços e pensar
que ainda sou teu ultimo e primeiro
amor que padeceu
para te amar...
ROSA MARIA DE BRITTO COSENZA — Natural de Ribeirão Preto-SP, formada pela Escola Normal, é também licenciada em Línguas Neolatinas, pedagoga e advogada. Aposentada do magistério oficial, como Diretora de Escola, leciona ainda Lingüística no Curso de Letras e também Linguagem Forense no Curso de Direito, ambos do Centro Universitário “Moura Lacerda”, em Ribeirão Preto-SP. Possui mestrado e doutorado em Letras, na área de concentração em Lingüística e Língua Portuguesa, pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) – Campus de Araraquara-SP. É membro do Conselho Municipal da Cultura, na área de Literatura, em Ribeirão Preto-SP, tendo sido eleita presidenta em 2004, e assim permanece até hoje, por reeleição.Viveu um ano em Santiago do Chile, onde cursou Ciências Sociais, pelo ILADES (Instituto Latinoamericano de Doctrina y Estudios Sociales), como bolsista. Fez dois estágios de Língua e Civilização Francesa, na França, como bolsista do governo Francês, na Universidade de Aix-en-Provence e na Universidade Sorbonne Nouvelle, em Paris. É membro da U.B.E. (União Brasileira de Escritores), da Academia Ribeirãopretana de Letras, onde ocupa a cadeira nº 38, cujo patrono é o escritor Oswald de Andrade; foi eleita por unanimidade para ocupar a cadeira nº 21 da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas, cujo patrono é o Dr. Evandro Cavalcanti Lins e Silva; pertence à Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP(Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo), ocupando a cadeira nº18, que tem como patrono o escritor Jorge Amado; é membro fundador da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto-SP e da ALARJ (Academia de Letras e Artes Joaquinense) de São Joaquim da Barra-SP). Pertence à Ordem dos Velhos Jornalistas e à diretoria do Centro do Professorado Católico de Ribeirão Preto, como oradora.
Tem crônica e contos premiados. É autora do livro de contos “O 7º Sentido”, publicado em 1992, pela João Scortecci Editora, em São Paulo-SP, tendo sido classificada em 2º lugar no 8º Concurso Nacional de Obras Publicadas, promovido pela ALECI (Academia de Letras e Ciências) de São Lourenço-MG. Possui artigos científicos e de artes, publicados em várias revistas especializadas. Em co-autoria com a Profa. Nilva Mariani, publicou, em 1998, pelo Centro Universitário “Barão de Mauá, em Ribeirão Preto-SP, o livro “Português tal qual se fala no Brasil, para estrangeiros”, já em segunda edição. Participou de várias antologias de poemas, publicadas em espanhol, francês e português; também participou de antologias de contos e de crônicas. É coordenadora nacional de Literatura do “Proyecto Cultural SUR”/Brasil. Em 2004, publicou o mini-livro de trovas, intitulado “Gotas de Oração”, iniciando assim a coleção “Gotas”, que já possui mais seis volumes: “Gotas de Contos”,”Gotas de Reflexão”, “Gotas de Poemas”, “Gotas de Crônicas”, “Gotas de Haicai” e “Gotas de Trovas”.
Dulcinéia
Atirei meus versos nas pás dos moinhos
para voarem nas asas do vento,
do mundo espalhando pelos caminhos
sementes de amor, carinho e ternura,
criando raízes de bom sentimento,
gerando harmonia pra vida futura.
Dragões enfrentei na luta diária.
Tentando a defesa de sonhos possíveis,
entrei na batalha da reforma agrária.
Chamaram-me louco, igual a Quixote,
porque em combate fiz coisas incríveis
e sigo na busca de mais belo dote.
Ao lado dos pobres, do povo oprimido,
procuro implantar a fé na justiça.
Entrei na peleja do mundo sofrido
e, no meio da dor, da fome e miséria,
montado a cavalo, invadi essa liça,
ergui minha espada em prol da quimera.
Sou bravo, sou forte, quixote dos pobres,
a ti, caro povo, doei minha vida,
portanto não quero que ainda me cobres
favores insanos, renúncias e danos.
Só peço que encontres a minha querida
por quem esperei durante esses anos.
Sexta-feira, Outubro 31, 2008

ASSIS DE MELLO — pseudônimo de Francisco de Assis Ganeo de Mello, natural de Piracicaba, São Paulo. Biólogo com mestrado em Zoologia e doutorado em Biologia/Genética, é docente na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”- Campus de Botucatu, onde também se dedica ao estudo de insetos. Interessa-se também por pintura e fotografia; um pouco de seu trabalho literário e artístico pode ser apreciado na Internet, no seguinte endereço: http://coisasdochico.blogspot.com
Estreou no Congresso Brasileiro de Poesia participando do volume 7 da antologia “Poesia do Brasil” e também do volume 5 de “Poeta, mostra a tua cara”.
Mensagem aos Pássaros do Sul
( A Pablo Neruda )
Outro pássaro emerge do vazio
e me desperta
Eu, inexprimível tordo
desbotado na crosta do barro
já nem sei onde foi que embrionei-me:
se em Ushuaia ou Pucallpa
ou nas ruínas de Cuzco ou Copán
Mas sou da América
e vasculhei toda esta terra de poleiros
camuflados no verde
onde tantos nativos foram exterminados
por ouro / prata / pirita
e cem motivos de força maior
O outro pássaro investiga meus gestos
com olhar estrangeiro
e embora não brilhe intenções
de rapina
é melhor ter cuidado nesta América austral
pois aqui
há pássaros que parasitam ninhos alheios
e também os que imitam o pio de outros pássaros
para usufruir da cortesia do bando
e muitas vezes nossos próprios pássaros
incluem em seus piados estranhas notas
de outras melodias
que solfejamos sem compreender
Não sei se concebi-me ao sol
ou ao estouro
de um trovão de veranico
mas sejamos justos a nossos dialetos
até que uma águia nos persiga a todos
Apesar de sua formação ser na área das ciências exatas, sempre se interessou por línguas, literatura e artes. A poesia esteve presente na sua vida desde criança, quando já gostava de ler e escrever poemas.
Participou do 1º Livro de Antologia dos Poetas Virtuais, lançado em março de 2007, em Fortaleza. Participou, também do 2º Livro de Antologia dos Poetas Virtuais, lançado em dezembro, em Avaré / SP. Participou da antologia “Poemas à Flor da Pele” (2008). Fez sua estréia no XVI Congresso Brasileiro de Poesia, participando das antologias “Poesia do Brasil – Volume 8” e “Poeta, Mostra a tua cara – Volume 5”.
Casulo
Preciso sair do casulo
Redescobrir o mundo
Ver as cores da felicidade
Sair do breu, sair do escuro.
Preciso respirar o ar puro
Desabrochar pra vida
Ser livre, ser borboleta
Alçar vôos longínquos
Alcançar o inimaginável
Penetrar nos infindos mistérios
Degustar os encantos diversos
Escutar as mais belas canções
Dançar e rodopiar nos salões.Preciso sair do casulo
Provar de tudo que eu quiser
Divertir-me enquanto eu puder
Antes que me seja tarde...
Antes que o tempo me seja nulo!
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
CHICO ARAÚJO — Francisco Sérgio Souza de Araujo (pseudônimo: Chico Araujo). Cearense de Fortaleza, nascido em 1960. Primeiros poemas, aos doze anos, vivenciando a temática do amor adolescente. Aos dezenove anos, começa a compor letras de música, em parceria com o amigo Matteus Viana Neto, atividade que desenvolve até 1986, sendo retomada nesse ano de 2008. Na década 1980, apresenta-se como intérprete de MPB em vários eventos na cidade natal.
Em 1997, publica seu primeiro livro, pela Editora e Gráfica LCR, a história infantil “O menino e o outro menino”, e em 2000, publica “O relógio de parede”, o primeiro livro de contos. Nesse ano de 2008, chegou ao público “Aziul, um história de sombras e de luz”, outra obra de literatura infantil.
Em dezembro de 2006, realizou, em parceria com a Banda Central 20, o show musical VOZES, interpretando canções da MPB. Em junho de 2007, também com o companheirismo da Banda Central 20, o show NOVAS VOZES, NOVAS CANÇÕES.
Até hoje não fez registro de suas poesias em livro. Entretanto, tem publicado algumas delas em jornais da cidade de Fortaleza (O Povo e Diário do Nordeste), além da Revista Interagir (periódico de variedades, editado pela Faculdade Christus, onde é professor) e do blog “VIDA, MINHA VIDA...”, com endereço em http://saraujo28gmail.blogspot.com
Promove, vez por outra, em sua casa, SARAUS lítero-musicais, momento em que se congratula com amigos por meio de poesias e canções de MPB.
Em minhas mãos
Os riscados, antigos, a lápis, em linhas de papel,
Eram desenhos firmes, ingênuos, ao léu;
Ninguém (nem eu) sabia que aquela magia,
Eram traços de pessoa que ali emergia.
Quanto tempo? Quantos anos transcorridos?
A incerteza é peça cobrindo o período escorrido.
E nessas eras, como mudaram as estações...
E com elas... como emudeceram corações...
E se hoje já não respiram os sentidos de quimeras,
É que na correnteza de rios murcharam primaveras;
Muitas flores, caídas pelo chão, pisadas em calçadas,
Guardaram os aromas das paixões inalcançadas.
Rosto, barba, cabelos são agora prêmios de resistência,
Das lutas tantas travadas em silêncio e penitência;
Em quantas manhãs não vaguei na solidão,
Feito um passarinho que se debate no alçapão.
Mas... sem ter percebido, o mundo girou, ligeiro,
E eu nele fui me largando, feito moleque brejeiro;
E agora, crio e me crio e me recrio com paixão,
Meu caminho... vou tecendo, em teclas, com as mãos.

O amor pela leitura e pela Literatura sempre ecoou em seu ser, desde os tempos em que ainda era uma menininha magricela de cabelos encaracolados, escondidos numa longa trança feita pelas mãos da D. Maria de Lourdes, a Duda, sua mãe, já falecida.
Estudante dedicadíssima, guarda até hoje a Menção Honrosa, recebida em 1969, quando tinha apenas 12 anos de idade, pela participação no Concurso de Redação “Que poderei por minha Pátria?” promovido pela UCS.
Tem participação em mais de vinte Antologias Poéticas e Literárias, vários sites. E algumas classificações em Concursos Literários!
Dos quase quatrocentos textos entre Poemas, Trovas Literárias, Acrósticos, Crônicas e Frases que produziu, a maioria ainda são inéditos. Acredita que através da Poesia é possível ensinar e aprender com verdade e alegria, deixando a vida fluir, pois a Poesia é a própria Vida! A leitura é meu maior lazer! A escrita, meu maior prazer!
É membro da União Brasileira de Trovadores (UBT) Caxias do Sul e da Associação Gaúcha de Escritores (AGES).
Simplicidade
Meu poetar é simples
Fácil de interpretar
Retrata reais momentos
Deixa a vida por ela falar
Meu Poetar é simples
Diz muito sem muito explicar
Revive os sentimentos
Deixa a vida por ela falar
Meu poetar é simples
Não pretende impressionar
Busca da alma os lamentos
Deixa a vida por ela falar
Meu poetar é simples
Quer com versos aclamar
Do mundo todos os intentos
E quer o amor proclamar!
Quinta-feira, Março 20, 2008
DE POESIA
Adélia Maria Woellner • Ademir Antonio Bacca • Afonso Estebanez • Aidenor Aires • Alain de Paula • Ana Luiza Kaminsky • Ana Mari Tedeschi • Andréa Motta • Angela Carrocino • Angela Togeiro • Arlete de Castro • Artur Gomes • Assis de Mello • Bella Clara Ventura • Célia Arantes • Chico Araújo • Chris Herrmann • Cláudia Gonçalves • Concha Rousia • Dalmo Saraiva • Débora Novaes de Castro • Deisi Perin • Delayne Brasil • Ednilson de Paulo • Eliane Justi • Elizabeth Britto • Enise Carone • France Gripp • Geraldo Coelho Vaz • Gustavo Schramm • Haidê Vieira Pigatto • Hugo Pontes • Jacob Armando Selbach • Jacqueline Bulos Aisenman • Jiddu Saldanha • Jorge Miranda • Karla Julia • Laura Esteves • Lenise Marques • Leo Lobos • Lourdes Sarmento • Lúcia Gonczy • Lucy Reichenbach • Luiz Fernando Prôa • Marçal Filho • Marisa Vieira • Marko Andrade • Nelson Figueiredo • Oscar Bertholdo (in memoriam) • Paulo Renato Rodrigues (in memoriam) • Paulo Roberto Karam • Paulo Walback Prestes • Renato Gusmão • Ricardo Sant’Anna Reis • Rodolfo Muanis • Rodrigo Mebs • Rogério Santos • Ronaldo Werneck • Rubens Venâncio • Silvio Ribeiro de Castro • Suely de Freitas Martí • Sylvio Magellano • Telma da Costa • Tonho França • Valtencir Gama • Veneranda Pedroza • Walnélia Pederneiras •
CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA
Abílio Terra Júnior • Ademir Antonio Bacca • Afonso Estebanez • Alan Romel • Alba Albarello • Alzira Dorneles Bán • Amanda Petzhold • Andréa Lucia Barreto Guarçoni • António Soares • Áurea Miranda • Benedito C. G. Lima • Benvinda Palma • Bernardethe G. Zardo • Bia Marquez • Bilá Bernardes • Celso Afonso Tabajara • Chico Araujo • Claudete Silveira • Claudia Almeida • Cláudia Gonçalves • Cláudio Cardoso • Clevane Pessoa • Delasnieve Daspet • Doroty Dimolitsas • Fátima Borchert • Fernanda Frazão • Flacast • Gê Fazio • Gil Veiga • Gloria Dávila • Guilherme Mossini Mendel • Heliane de Azevedo • Henriques do Cerro Azul • Iára Pacini • Ietive Fianco D’Arrigo • Ilda Brasil • Irem Toal • Isnelda Weise • Ivy Menon • JJ de Oliveira Gonçalves • Jacqueline Bulos Aisenman • Jaime Katz • Jane Pimentel • Jorge Duarte Barbosa • José Aparecido Krichinak • José do Carmo Ligeski • Joyce Lima Krischke • Jussara Custodia Godinho • Leila Ines Signor • Ligia Leivas • Luh Oliveira • Lúcia Gonczy • Luiza Porto • Marcelo Mourão • Márcia Beraldo • Márcia Cargnin • Maria Clara Segóbia • Marilene Caon Pieruccini • Marilú Duarte • Marino dos Santos • Mayara de Paula • Meyre Carvalho Marques • Neuza Bandeira Wolff • Olivia Paz • Rafael Bán Jacobsen • Raquel Martinez • Regina Lyra • Régis Antonio Coimbra • Remy de Araújo Soares • Ricardo Carvalho • Rosa Maria de Britto Cosenza • Roziner Guimarães • Safira Conovalov • Sandra Almeida • Silvia Benedetti • Sonia Maria Grillo • Soninha Porto • Stella Mello • Suely de Freitas Marti • Val Bomfim • Val Rocha • Valdeck Almeida de Jesus • Vany Campos • Verluci Almeida • Walnélia Pederneiras •
RETOMA PROJETO
“POETA, MOSTRA A TUA CARA”
No ano em que realiza a sua décima sexta edição, o CONGRESO BRASILEIRO DE POESIA retoma o projeto “POETA, MOSTRA A TUA CARA”, destinado à divulgação de poetas de todo o Brasil e que será lançado durante a programação oficial do evento, que acontece na cidade de Bento Gonçalves entre os dias 6 e 11 de outubro de 2008.
Na primeira fase do projeto, foram publicados quatro volumes da coleção, divulgando 120 poetas. O projeto deste ano prevê a publicação do volume 5, com 40 participantes, no formato pocket (11cm x 18cm) e cada poeta participará com 3 páginas, uma contendo foto e biografia e duas com poemas.
O projeto “POETA, MOSTRA A TUA CARA” será coordenado por Ademir Antonio Bacca, Cláudia Gonçalves e Soninha Porto e a antologia será lançada na noite do dia 10 de outubro, dentro da programação oficial do XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA.
Abel Santos de Araújo • Ademir Antonio Bacca • Adilia Ribeiro Quintelas • Afonso Estebanez • Alex Barros • Alison Seben • Álvaro Santestevan • Amélio Henika • Ancila Dani Martins • Andréa Lucia Barreto Guarçoni • Artur Gomes • Assis de Mello • Badu Santos • Basilina Pereira • Cassia Morais • Catulo Fernandes • Celino Leite • Celso Afonso Tabajara • Chico Araujo • Christiane Donato • Claudete Silveira • Claudia Almeida • Cláudia Gonçalves • Cláudio Cardoso • Concha Rousia • Doroty Dimolitsas • Ednilson de Paulo • Erotildes Citrini • Esther Fujisawa • Fátima Borchert • Fátima Mello • Fernanda Frazão • Flávio Flacast • Francisca Izabel de Farias • Gil Veiga • Gloria Dávila • Helena Lins • Hugo Pontes • Iára Pacini • Irem Toal • Jacqueline Bulos Aisenman • Jiddu Saldanha • Joana Darc • Joel Luis Carbonera • Jonatas Luis Maria • Jorge Miranda • Juliana Soares • Jussara Custódia Godinho • Lea Peres Day • Lilian Zieger • Lúcia Gonczy • Marçal Filho • Márcia Araújo • Marcia Cristina Simões • Mardilê Friendrich Fabre • Mari Regina Rigo • Maria Clara Segóbia • Maria Santos Rigo • Marisa Ly • Marisa Vieira • Meyre Carvalho Marques • Nina Araújo • Onélio Lopes Chagas • Orlando Pinheiro • Paola Caumo • Renato Gusmão • Ricardo Carvalho • Ricardo Mateus • Ricardo Reis • Roger Tavares • Rosangela de Oliveira Santos • Sandra Almeida • Soninha Porto • Suely de Freitas Martí • Suzette S. Sozinho • Terezinha Manczak • Vany Campos • Verluci Almeida • Walnélia Pederneiras •
GEAN QUEIROZ — poeta e ator, nascido em Roraima, reside no Rio de Janeiro, onde coordena o evento cultural multimídia "versos da meia-noite". Tem dois livros publicados, "fúria, pólvora e escracho" e "um macuxi na escandinávia". Prepara atualmente o lançamento de sua nova obra, "o livro dos excessos".poemas de seda
© GEAN QUEIROZ
corredeiras de versos
derramam-se pelas ladeiras de santa teresa
longas línguas em largos de letras
iluminados por uma lua ardente
artistas ferozes atiram suas armas no infinito
enrolados em serpentes
envolvidos por amores embriagantes
sedentos seres uivantes
abrindo-se na luz do grito
os gestos, o olhar, a festa, o mito
prata de noite absoluta
verdades, delírios, encontros
descendo pelas ruelas acesas
no tempo inacabado das horas despertas
tanta luz
escuridão alerta
sentimento vivo
sem fim
sem destino
sobreviventes seguros de suas incertezas
transitando pelas ruas da lapa
com seus poemas de seda
guerrilheiros de utópicas conquistas
condenados a uma inspiração divina
que não os deixará dormir nunca
antes que a lua cheia desapareça de vista
e o amor se espalhe em seus colchões de vísceras
DANI MORREALE — vive em Belo Horizonte. Tem 23 anos mas arrisca escrever como gente grande. Faz poesia desde sempre. Atualmente prepara seu primeiro livro de poemas e tem se destacado também como letrista de canções. Sua poesia não segue nenhuma escola. Transita entre as tradições e linguagens com a desenvoltura de um pássaro solto no espaço.Dani ainda desenvolve projetos de poesia visual e audiovisual. Está produzindo o curta "Nossa Sem Hora", rodado na Igreja de São José e na Avenida Afonso Pena – centro de Belo Horizonte.
MINHA POESIA
© DANI MORREALE
Minha poesia não é afiada.
Não despedaço em fatias.
É peça de mim inteira.
Minha poesia não é de concreto.
Não construo em pavimentos.
Soa alto-falante do meu silêncio.
Minha poesia não são sonetos.
Não há sons nem duetos.
Acerto e reboco um bocado de consertos.
Minha poesia não é marginal.
Não entra em cena.
Não cheira sangue.
Sangra pra dentro.
Minha poesia não é de vanguarda.
Despede da hora.
Esquece o agora.
Não lembra nem profetiza nada.
Minha poesia é péssima notícia
da humana-idade que sufoca
no jornal do escuro desta cidade.
Uma chave para estrada.
O volante para escada.
Uma porta para entrada.
Não uso régua para dar passos
Não uso absinto para traçar faros.
Piso errado no asfalto.
Cheiro o abismo no travesseiro.
Troco o bem pelo mal.
Toco o amor no ódio.
Sufoco meus recortes de anseio.
Invoco meu dons.
Sem receio
crio poesia sem o meio
de qualquer dedo.
Detém alguns prêmios literários. Dois internacionais: “Autore dell’Anno”, 1999, pela Edizione Universum, Trento, Itália, e “Personalidade Cultural Internacional” da UBE/RJ. Placa em bronze do poema “Varadouro” na praça Antenor Navarro; Medalha Poeta Augusto dos Anjos, pela Assembléia Legislativa da Paraíba e Comenda Cidade de João Pessoa.
Atualmente reside na Paraíba.
Essa sede é turva
olho d’água
de beira das estradas,
tem gosto de ferrugem,
embora minha fome
seja lenta,
passa,
maltrata,
não me mata.
Na carcaça do meu ventre
planta-se rubra tatuagem
que habita tua voraz boca,
ensilando para sempre
nódoas de nicotina.
Incógnita nenhuma.
Só o repulsivo fascínio
a nublar a febre dos pesadelos.
© POLÍBIO ALVES
MARLENE CAMINHOTO NASSA — nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo, mas criou-se em Botucatu, no Estado de São Paulo. Separada, mãe de 3 filhos, tem 2 netinhas.Formada em Artes Plásticas, Desenho, História da arte e Arte dramática, fez Mestrado em Educação e está concluindo o curso de Direito.
Roteirista de teatro e de cinema, artista plástica, jornalista, colunista social e política por muitos anos, ativista cultural, poetisa e escritora, foi Diretora do Museu Histórico e Pedagógico Francisco Blasi, Professora e Diretora de Cultura Universitária.
Detentora de muitos prêmios literários e de artes plásticas, participante de inúmeros salões,obtendo o Prêmio Governador do Estado de Teatro Amador, como melhor atriz, com o grupo GATA, da UNESP.
São de sua autoria os desenhos do Calendário Oficial dos 450 anos da cidade de São Paulo e de vários outros, indicados a prêmios internacionais.
Lançou um livro de contos, “Catança”, na última Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
REENCANTAR O OLHAR
© MARLENE CAMINHOTO NASSA
Tu querias reencantar o teu olhar,
E pensando em poder te ajudar,
Aos teus olhos de menino,
Um colorido eu quis dar.
Mas, dentro de mim,
Quando as cores eu fui buscar,
Tomei-me de espanto
Eu estava vazia!
Sem cor e sem encanto...
Só aí fui dar-me conta,
Que as cores e a alegria,
Eu colocava todas na poesia
E ficava desse modo,
Cada dia, mais vazia!





