POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

sexta-feira, julho 20, 2012

MARCO TULIO — O poeta Marco Túlio Schmitt Coutinho nasceu em 1981, na cidade de Taquari/RS. Escreve poemas e contos desde a sua adolescência, suas escritas se relacionam com os pensamentos sobre a vida, imaginação, sensibilidade... Sua família e amigos sempre estão muito presentes, apoiando de todas as formas em seus propósitos; especiais e essenciais em cada momento. O seu primeiro livro de poemas, "Litoral", recheado de metáforas e visões filosóficas, foi lançado em julho de 2008 na festa de comemoração do aniversário de sua cidade. Foi publicado de forma independente em duas edições, numa tiragem total de 100 cópias. Alguns de seus escritos foram publicados em jornais, tais como: O Taquaryense (2º jornal mais antigo do RS), O Açoriano, O Fato Novo e em fanzines de amigos, antes e após a publicação do livro. Entre os trabalhos literários, Marco verte também para a composição de músicas, com uma atmosfera muito etérea e introspectiva. "Estação Zoo", banda da qual ele faz parte, lançou o primeiro disco "Das coisas que ficam", através da internet e da revista mp3 Magazine, no ano de 2006. Com um tom lírico, intimista e envolvente, o escritor se dedica atualmente aos dois romances que pretende lançar nos próximos anos, e à conclusão de seu segundo livro de poemas; todos já com boa parte de sua arte em andamento. Atualmente disponibiliza poemas inéditos, semanalmente postados no seu blog, “Essência Contemporânea”.


MONÓLOGO SECRETO

© MARCO TULIO

Parte de mim é lâmina
Que exposta à luz
Produz hologramas na parede silenciosa da noite...
Nos mistérios da pele ardem sonhos
Riscos crepitados subindo na fogueira
Improvisada pelo sal dos meus olhos
Que se desmancha
Sou a sombra que o bosque esculpe nas vestes turvas do lago
Pra me acompanhar no escuro
Eu me projeto no fundo
E entre as plantas e pedras resguardadas de um sono líquido
Eu permaneço acordado
Mas isolado da falta vil dos desinteressados
Percebo que até os musgos umedecidos tem um sentido
Solitários compõem o abrigo dos espantados
Na sua verde solidão não existe definição para a minha
Os arpões são afiados, dia-a-dia, feito facas de cozinha
Apontados para o vão das costelas que emergem nas águas
O tesouro que procuramos é um baú de mágoas
Mas o sol que ilumina o caminho de crinas torna tudo espelhado
O tesouro é o invisível do que temos guardado, e entregamos...
Como a alma se entrega ao nirvana
Quando se encontra com a sua unidade
Que é a verdade na expansão sob os muros
Lada a lado com a sua metade
Antes de ir... Admiro os corais silenciosos
Ecoando o monólogo nas bolhas de ar que sobem do fundo
De mim... Até parar


4 Comentários:

Anonymous Davi Janeiro disse...

As vezes sinto por dentro
uma passagem indefinida de tempo
parece um buraco negro
sem cor,nem movimento!
Me cresce uma dor tão pretérita:
Eu cantava em voz baixa,
eu sonhava e sorria e amava.
Meu tempo verbal sempre foi sujeito indefinido.
Alguém será feliz comigo?
Quem ficará com alguém assim tão imperfeito?

Assim,e só assim,consigo entender
que o tempo não corre em direção ao futuro,
ele me atravessa carne e rugas
e deixa osteoporose nos ossos
numa incompreensível conjugação verbal de saudades,
Eu ficarei sozinho
Tu ficarás comigo
Nós seremos felizes
Eles serão passado!
Quem dera fosse a vida assim tão abstrata quanto o tempo!
Eu poderia entendê-la também ambiguamente,em teorias de buracos negros
e,em dimensões nunca dantes navegadas,
Não haveria amor "eterno enquanto dure",mas o amor seria eterno apenas e simplesmente porque o amor é antes do tempo
por isso é transitivo direto e indireto e tempo é só percepção humana.

O limite do tempo para mim é a curvatura dos velhos no portão de casa e a poeira nos sapatos em sua caminhada.
O mesmo curvar do feto que se limita em madres sonhadoras.

Um é oceano de nuvens que precipita-se sobre a terra.

O outro, oceano deitado a desenhar-se no infinito.
Ebulição de saudades se definindo em nuvens.

10:12 AM  
Anonymous Anônimo disse...

(E o verbo se fez
carne..e residiu entre
nós.- S.João 1:1)


AMOR DEVOTO


Quando penso em palavras que traduzem melhor o que eu resguardo
me debruço sobre a folha como um devoto em prece sagrada..
As vezes choro de amor,deusa minha!
Eu não carrego mais na antiga romaria a linda rosa juvenil,
Mas posto aos pés da sua vida a flor da minha e trago ao seu altar, ainda,
o palpitar do coração que te anuncia.

Quando quero te adorar em poesia
Eu te concebo verbo
porque te fazes carne do meu mundo
e porque não resides entre nós
mais do que em mim,
e a tua divindade é tão antiga
que as vezes se propaga além da
vida que concebo,
de tempo indefinido a outro
tempo indefinido te adoro!
Sou um sacrifício vivo
a devotar-se tão humanamente
que nem sei se é mais sagrado o amor que te venera em tão
profano corpo que o abrasa,ou
se é teu amor que me engrandece,
tão pequeno à luz de sua imagem.


(com amor pra você,Cris)






(obs.Meu prezado e querido escritor,
Sou um simples amador.Não tenho blog mas gostaria de fazer uma homenagem singela para minha querida esposa,que também é jornalista como você. Se possível,poderia postar no seu blog pessoal,um post com minha homenagem para que eu possa mostrar a ela?
Desde já sou grato por sua atenção
muitíssimo obrigado!

6:52 PM  
Anonymous Davi Janeiro disse...

Desculpe por escrever aqui quando eu poderia ter comentado lá no seu blog pessoal "Ademir A.Bacca" é que agora tive a ideia de mostrar pra ela o quanto ela é importante.
Grande abraço,
gosto muito do que vc escreve e posta.

7:00 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Para quem gosta de poesia:

http://carrovazio.blogspot.pt

9:25 PM  

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