
DE HUMANOS E DEUSES
© TEREZINHA MANCZAK
o sangue verte
aragens
vertigens
plasma e memória
dos tempos
timbrados papéis
calendários
vaivém dos ventos
tempestades
silêncios
carne impressa
em ventania
lentidão
ruídos e
cordames podres
ossos e hóstias
repartem o corpo
nervos estilhaços
construção
contemplação e ócio
II
inda não é hora
de acordar os deuses
cá na terra
comemos o barro dos dias
pecamos
orgásticos e pobres
caminhamos
para o nada
não sabemos prover
o vazio das lacunas
cegamos o sol
com a beleza pragmática
de maneira
inverossímil
suburbana e tática
agonizamos
sob o tédio das heranças
e a mesmice prática
III
tudo é vão, tudo é via,
por sobre os muros ,
a laje inerte das precariedades
ousamos silenciar
quando o grito é tudo
somos fracos e míopes
num país de surdos.
IV
mornos e úmidos
como a boca da noite,
engolimos as horas
de um vidro quebrado,
espelho partido.
V
procuramos respostas,
o verso perfeito,
descobrimos:
nada tem sentido,
contrário,
quando assumido.
1 Comentários:
Bacca, só você para nos fazer essa surpresa tão bacana. Valeu, amigo!
Beijo
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