POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

sábado, abril 10, 2010

ALCIONE SORTICA — Gaúcho de Cachoeira do Sul, reside em Porto Alegre desde 1967. Bacharel em Ciências Contábeis. Ex-Auditor Fiscal do Tesouro Nacional. Aposentado/1990, dedica-se à música, pintura a óleo e literatura. Tem contos, poesias e crônicas publicados em Antologias, Coletâneas, Revistas, Jornais e sites da INTERNET, com diversos trabalhos premiados. Ativista cultural. 1º Secretário do Instituto Cultural Português. Cônsul de Auxiliadora / P. Alegre do Movimento Poetas Del Mundo. Coordenador da Área de Cultura do Proyecto Cultural Sur Brasil. Ex-membro da Diretoria da Casa do Poeta Rio-Grandense. Faz parte do Grêmio Literário Castro Alves e Instituto Estadual do Livro. Um dos 15 Renascidos, fundadores da Revista Literária Trimestral CAOSÓTICA, de Porto Alegre. Escreve regularmente para os Jornais Igaçaba, de Roque Gonzáles, RSletras de Porto Alegre e Jornal do Povo de Cachoeira do Sul.
Livro do autor: “Cacos do tempo”- contos – poesias - crônicas” - 1ª Ed. 2005 Lema: “Poesia - Grito de esperança por um mundo melhor”.

PRECE

© ALCIONE SORTICA

Num mundo onde grassa a corrupção,
obrigado, Senhor,
pelos que detêm o poder
e, ainda, lutam para continuarem honestos.
Por aqueles que não põem a honradez à venda,
seja à vista, a prazo, pré-datado, no cartão...
Num mundo de gananciosos,
soberbos, egoístas,
Te agradecemos, Senhor,
pelos desapegados,
pelos amigos sinceros,
pelos que praticam a caridade,
pelos humildes, pelas almas puras,
pelo povo simples.
Num caldeirão de desesperanças,
grato, Senhor,
pelos que ainda têm a coragem de esperar.
Num mundo de iconolatria,
materialismo, exibicionismo,
obrigado, Senhor,
pelos espiritualistas,
pelos que meditam,
por aqueles a quem amamos,
e por aqueles que nos amam,
e, sobretudo,
pelos que ainda acreditam.
Num mundo onde muitos
só pensam no estômago,
obrigado, Senhor,
pelos que ainda possuem um coração.
Numa era de guerras, carnificinas,
ódios descabidos, torpes vinganças,
como Te agradecer, Senhor,
pelas famílias, pelas boas lembranças,
por um sorriso franco, pelos pássaros,
pelas nossas crianças?
Num mundo de ódios raciais, de lutas religiosas,
de inconcebíveis preconceitos e constantes desavenças,
graças Te damos, Senhor,
pelos amigos de todas as idades, de todas as raças,
de todas cores e de todas as crenças.
Num mundo de governos destrambelhados,
de discursos vãos, caras-de-pau,
arautos funéreos, falsos profetas,
valores às avessas,
não sabemos como Te agradecer, Senhor,
pelos que ainda mantêm a ética,
cultivam a verdade,
cumprem suas promessas.
Puxa, quase esqueço!
E obrigado, também, pelos poetas...


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