POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

sexta-feira, dezembro 08, 2006



MARILU DUARTE – Gaúcha de Jaguarão, é poeta, contista, cronista e fotógrafa. Possui Licenciatura em História e o Curso de Letras. Atualmente é acadêmica de Direito. Diversos livros publicados, entre eles: “Tente, Crie e Invente”, “Eu, Você e o Universo”, “Minha Terra, Minha Gente”, “Tudo por amor”, “Amor sem fronteiras” e “Nasce um poema”. Integra diversas entidades culturais e participou de dezenas de antologias em poesia e prosa. Realiza periodicamente exposições fotográficas destacando as belezas de sua cidade, inclusive no exterior. Além de participar do Congresso Brasileiro de Poesia, tem integrado as caravanas culturais do Proyecto Cultural Sur a diversos países.


ENTREGA

© MARILU DUARTE

Bebi em teus olhos
as lágrimas sofridas,
supri tuas lacunas,
fiz-me encanto
e com margaridas
semeei em teu pranto
o bem-me-quer da vida.

Decifrei enigmas
e sem medo me entreguei
na ânsia da descoberta.

Cantei-te uma canção de ninar
e te embalei em meus braços
desejosos de um abraço
e te fiz despertar.

Submergi no teu corpo,
sussurrei ao teu ouvido
e despertei o vulcão
tanto tempo adormecido.

Fui passado, presente e futuro
e te amei, te amei muito,
eu juro.

Sorvi da lua todo o seu encanto
e, tomada de espanto,
fiz-me mulher.

Cobri de estrelas o teu olhar
e, se ainda for preciso,
descerei ao inferno ou paraíso
para, novamente, renascer das cinzas
no teu abraço e no teu sorriso.

2 Comentários:

Anonymous Renato Jaguarao disse...

Amiga Marilu Duarte, escrevo esta humilde poesia, sabedor do grande talento que te envolve, parabéns, pelo teu blog, suas poesias são lindas,
Um grande abraço deste eterno amigo.


Mário Franco

Um, dois, três... Quatro, cinco, seis...
Segue o Mário a peneirar
Uma meia tricolor, outra, contrasta qualquer cor
Uma bola uma maleta, dando mil piruetas, anuncia a quem pagar
Pela vinte e sete inteira, a pelota companheira não se deixa o chão tocar
O vidro, da sua vida, ninguém quis emoldurar.
Ao vidraceiro eterno, nem um bronze nem um busto!
Franco, ninguém quis homenagear...
Não conheço bem a cidade, cruzei só de passagem, quase nada pude ver
Vi de longe a velha ponte, não recordo bem a entrada, só lembro do artista:
com a bola, equilibrista, chamou-me a atenção
Quanta ironia, então
Seria Franco, a cidade, ser lembrada por Mário e não por Jaguarão?

Autor Renato Jaguarão.

11:11 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Mário Franco, parece que noutra vida
Vi tua mãe à janela
Na casa que outrora foi um espaçoso solar
E hoje, não mais deve em pé estar
Se ainda estiver deve de tua história ser apenas só lar
Estes dias invernosos me lembram os paralelepípedos que quais picolés me gelam a alma
De saudades dos anos 70, quando servia ao lado do Matté (hoje no Mercado Municipal) no 33ºBIMtz.
Em 2009 tive na Fenadoce da cidade onde nasci e de lá fui à Jaguarão, onde encontrei o Matté.
O tempo já engoliu o 33, os anos 70 que lá vivi, o Vela que ainda admiro como amigo.
Meus filhos viveram meus dias e nós hoje vivemos cada um em um canto deste país e um deles em viagens pelo mundo inteiro, profissionalmente.
Meu cunhado falecido há um ano nativo de Jaguarão me inspira a viver... e assim revivo a Cidade Heróica em meus sonhos e memórias...

7:03 PM  

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