POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

quarta-feira, novembro 29, 2006


LAURA ESTEVES é carioca, diversos livros publicados e integra o Grupo Poesia Simplesmente, que esteve pela terceira vez no Congresso Brasileiro de Poesia com espetáculos e recitais que encantaram o público. Em Bento Gonçalves já homenagearam o deus Baco, Mario Quintana e também a poesia circense, tornando-se uma atração permanente do evento.

NOVAS BANDEIRAS

© LAURA ESTEVES

Vai, Bandeirante,
navega pelas sujas águas do Tietê.
Já foram limpas, eu sei.
Segue pela Raposo Tavares.
Não te iludas pelas estradas,
confia em teus olhos:
são fábricas de esmeraldas,
edifícios de diamantes.
Guarda tudo em teu alforje de couro.
Adiante! Adiante!
Pega a Fernão Dias e toma o caminho do ouro.
Cuidado com o automóvel, Bandeirante.
Como tu, ele também mata.
Em seguida, o sul, sempre.
Busca o que restou da tribo guarani.
Lá, vestígios dos Sete Povos,
e, coitado de ti, o fantasma de Sepé Tiaraju.
Extermína-o, rápido!
Pois eu te afianço, velho Bandeirante,
ele não te dará descanso.
E, como antes, na catedral flutuante
— sina? destino? herança? —
o sino estará chamando o povo
para a missa de domingo.
Uma orquestra de crianças,
cabelos negros, escorridos,
estará tocando, à tua passagem,
tambores, liras, violinos.
O toque será um só:
vingança, vingança, vingança!

3 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Querida Laura, saudades! Bom revê-la neste blog. Parabéns para o Bacca por mais este trabalho para unir os poetas e amigos. Um beijão, Cristiane Grando

12:09 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Laura,
Eu sou seu fâ numero 1 !
Beijos mil,
João João

10:52 PM  
Anonymous Davi Janeiro disse...

Já no espelho reconheço-te imagem,
e imagem vive à sombra de si mesmo.
Em cavalete de silêncio,
em carvão,contorno e sombra.

Esguio tempo sobre tela, para principiante, se debruça,
de pincel e de linhaça e acabamento de verniz

Sou tinta óleo em trapos de algodão,
metade ainda na palheta,diluindo.
À margem do espelho em tela,em construção.
Minha moldura em face de menino,
minha pintura,
já no espelho à sombra se define,
não mais sem calma..não mais sem alma..sem mais paixão!


8:54 PM  

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