POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

segunda-feira, agosto 06, 2007


BRASIGÓIS FELICIO — Brasigóis Felício Carneiro tem 36 livros publicados, entre obras de poesia, conto, crônica, romance e crítica literária. Presidiu a Ube-go (União Brasileira de Escritores, seção de Goiás) e ocupa a cadeira 25 da Academia Goiana de Letras. É detentor de dezenas de premiações literárias, e integra antologias de contos e poesias publicadas no Brasil e em outros países.
A fortuna crítica sobre sua produção literária inclui estudos em universidades, jornais e revistas especializados do Brasil e do exterior. Pertence à geração literária que emergiu em Goiás a partir da década de 1970. A antologia No Barco dos dias – 30 anos de navegação poética reúne alguns dos poemas que marcaram sua produção poética do período.
Hotel do tempo, livro de poemas lançado em 1982, pela Editora Civilização Brasileira, figura entre suas obras mais destacadas, sendo uma das obras do Cânone Literário da poesia brasileira feita em Goiás. Em 1983, durante o obscurantismo da ditadura militar, teve seu romance Diários de André censurado e apreendido por ordem do ex-Ministro da Justiça, Armando Falcão.


NUNCA NADA

© BRASIGOIS FELICIO

“Nunca dirija um carro
se estiver morto”.

Jamais o desloque
por ruas e estradas
se não estiver dentro
— aceso, dentro
de si mesmo,
como um incêndio.

Nunca fale
em tom solene e grave
estando certo
de que o tom não cabe.

Nunca esteja certo
de que sabe tudo
se não estiver certo
de que nada sabe.

Nunca diga pronto
se o Ser desperto
não está no ponto.

Nunca diga à sombra
que está despedida
sem pagar as contas

Nas idas e vindas
nunca siga alguém
que está perdido.

1 Comentários:

Blogger gabriel disse...

O poema "Flagranre" de Joana D'Arc Torres de Assis,segundo a autora esse,poema ela não consegue viver num momento lindo ou horrivel,mas a vida não tem um significado ou um sentido.
No mundo dos poetas,ha coisas possiveis e impossiveis um exemplo é que a "carne pode ser doce e o pirulito salgado"tudo depende deles ou da nossa.

8:13 AM  

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