POETAS DO BRASIL

Blog para divulgar poetas brasileiros e estrangeiros que têm participado das atividades do Congresso Brasileiro de Poesia, realizado anualmente na cidade de Bento Gonçalves/RS, sempre na primeira semana de outubro

segunda-feira, março 29, 2010

PAULO WALBACH PRESTES — Iniciou sua vida literária, quando no científico, em 1965, um professor de português dasafiou a turma, exigindo uma poesia com o tema “Policromia”... em 15 minutos o trabalho deveria estar terminado. Desenvolveu a poesia conectando-a à criação do Universo por Deus, e assim, obtendo o glorioso e inesperado primeiro lugar, lendo-a em todas as salas de aula. Nascido prematuramente a 28/04/45 na fria Curitiba, tem formação em Direito. Entrou para o Centro de Letras do Paraná, através de seu saudoso padrinho cultural, Tulio Vargas, Presidente da Academia Paranaense de Letras. Hoje, Paulo está como o segundo Vice-Presidente da entidade quase centenária, e é associado também da Academia Paranaense da Poesia, as quais participa com assiduidade, alegria e prazer. Escrever é uma questão de sentimento e emoção. A inspiração é soprada por Deus, vem do infinito em forma de poemas, passando pelo coração e canalizando da mente ao papel... A poesia acalma, alegra, faz rir e chorar, desperta o sentimento de gratidão e semeia sonhos pelo universo, direcionando as emoções para o bem.
A família é a célula mãe de uma nação. Tem uma irmã que praticamente adotou como filha, uma sobrinha que acolheu em seu coração e uma neta que o faz virar criança... Além da poesia ou prosa, tem o dom da pintura, da fotografia, e artesanalmente faz réplicas de móveis em miniaturas. Tem uma grande coleção de miniaturas trazidas do mundo inteiro por amigos e parentes. Classificado e premiado nas três modalidades das artes, participando em várias antologias nacionais. Tem um livro feito artesanalmente com o título “ Sonho de Luz”, sobre a França, (que tem o sonho em conhecer) com 45 estrofes sobre aquele país e todo ilustrado, recebendo elogios do Consul da França em Curitiba e do Embaixador da França no Brasil.

APENAS UMA PLUMA

© PAULO WALBACH PRESTES

Sou apenas uma pluma carregada pelo vento;
vou vivendo a minha vida, por aqui ou acolá,
sem morada, sem família e sem ninguém.
Sou apenas uma pluma, desgarrada de meu sabiá...

Não tenho asas, não tenho canto,
não tenho vida, só tenho encanto.
Sou suave, leve solta eu sou,
Sem presa, sem saber para onde vou.

Sou apenas uma pluma do meu sabiá,
que voava e cantava pra viver...
Mas, um dia, triste dia aconteceu:
Uma pedra, dura pedra o abateu.

E soltei-me da plumagem de seu peito,
e do sopro derradeiro, eu voei...
Sou a pluma separada do meu ser,
que morreu, sem saber do meu viver!

Minha vida se é vida, feito assim...
Pouco dela sei, pouco sei de mim.
Pois eu vivo, se o sopro me soprar,
se a brisa ou se o vento me levar.

Mas um dia, a sorte me pegou
pelo vôo de um pássaro de acolá,
carregando-me pelo bico familiar:
Era o bico da mulher do meu sabiá.

De uma vida com passado, sem futuro,
transmutada de um dia para cá...
Do nada, quase nada, virei ninho
da ninhada dos filhotes do meu sabiá!


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