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sexta-feira, abril 06, 2007


PAOLA CAUMO — Nasceu em Carlos Barbosa(RS) em 1969. Reside em Porto Alegre(RS) desde 1990, onde trabalha como assessora parlamentar.
Foi estudante de psicologia e é apaixonada pela subjetividade humana. Escreve para expressar o que lhe vai na alma e não cabe no universo da concretude. Participa de vários grupos de poesia e sites de literatura e tem poemas publicados em diversas antologias poéticas.
Fez sua estréia no Congresso Brasileiro de Poesia em 2006.

REBELDIA

© PAOLA CAUMO

A cada pedaço de mim que morre
com o punhal da batalha perdida
Sou como um cristal quebrado
e dos cacos faço mosaicos

A cada pedaço de mim que morre
nas desilusões com atos e fatos
Sou como flores do mato
renascendo além dos penhascos

A cada pedaço de mim que morre
pela mão de um ser ausente
Sou como uma presença oculta
em tons de sutil freqüência

A cada pedaço de mim que morre
com a dor de minha criança faminta
Sou pão e fruto proibido
cobrindo as fendas de alento

A cada pedaço de mim que morre
sou fúria, indócil e indomada
Sou luta de causas perdidas
Mas não me entrego, nem morta!

3 comentários:

  1. Anônimo9:21 AM

    Paola,
    Bacca e eu temos o mesmo gosto poético ao que parece!!
    Vc. sabe o quanto gosto desta Rebeldia.
    Aproveite sua viagem.
    Feliz Páscoa Londrina..risos
    Beijos
    Andréa

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  2. Anônimo10:21 PM

    Nós do grupo de teatro"Trapos e Farrapos" da cidade de mogi mirim,adotamos essa ideia de rebeldia e colocamos em forma teatral,pois nós jovens lutamos,reclamamos,discutimos mas não nos entregamos assim como diz o texto "nem morto" parabéns e obrigado pela inspiração...Professor JOSEPH agradecemos a confiança e a liderança...Obrigado....Fernando Santos MOgi Mirim-SP fernando.fersantos@gmail.com

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  3. Felicitaciones, es un poema muy bello. Gracias por ofrecerlo a la humanidad !!

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